Dinâmicas de motivação
O tédio
Pedir para que não se faça absolutamente nada, durante um tempo determinado. Após o experimento, perguntar coisas como:
- É bom ficar sem fazer nada?
- E o repouso, não é útil?
- Em que situações somos obrigados a ficar parados?
- É possível realmente ficar sem fazer nada? E o pensamento, também pára?
Objetivos: estamos sempre buscando alguma ação, mesmo que só em pensamento; precisamos parar um pouco para repouso de vez em quando, mas nosso progresso é constante, pois o tédio em não se fazer nada por muito tempo nos é penoso.
Vontade individual
Distribuir uma bexiga para cada um e pedir que façam o que quiserem com ela, durante certo tempo. Verificar o que acontece e perguntar sobre a motivação de suas ações, por exemplo:
- Por que ficou brincando com a bexiga?
- Por que bateu com a bexiga na cabeça do colega?
- Por que estourou a bexiga?
- Por que encheu e soltou ela?
Objetivos: cada indivíduo age de um modo específico, de acordo com sua vontade própria; temos liberdade de escolha para agirmos de acordo com nossa vontade.
O absurdo
Escolher o mais tímido do grupo e propor uma situação constrangedora, por exemplo:
Você fez uma aposta com seu melhor grupo de amigos e perdeu, tendo que realizar esta prenda:
- Dar uma volta no quarteirão, num dia movimentado, usando somente roupa de banho (tanga, biquíni, etc).
- Outra prenda: sair recitando em altos brados, algum poema engraçado, ao redor do quarteirão.
- Outra prenda: percorrer o quarteirão andando para trás.
Se não cumprir, seus amigos prometeram dar um gelo, vão largar você por um tempo indefinido, vai ficar de "castigo", mas você gosta muito deles. O que fazer, cumpre a prenda?
Perguntar para os outros, o que cada um faria, analisando as consequências da decisão para si próprio e para os amigos.
Agora, outra situação mais séria e até comum mesmo, para os jovens em geral:
- O namorado de uma amiga deu bola, disse que está a fim de você, e que se aceitá-lo, termina com a atual. Mas que se não, continua com a antiga mesmo. Você adora sua amiga, mas também se interessa muito pelo garoto. O que fazer?
Sugerir que pensem em alguma outra situação difícil, para discutirem.
Objetivos: algumas decisões podem parecer muito difíceis, dependendo do contexto e de nossa personalidade; devemos desenvolver sabedoria para distinguir o bem do mal, aquilo que é útil daquilo que é prejudicial; o que pode parecer ruim para uns, não é nada para outros, a avaliação de algumas coisas é relativa e subjetiva; convém estarmos atentos para as questões mais importantes, que atingem nossa consciência de forma vigorosa.
Este é um bom momento para sugerir a implantação da "Catapulta de Soluções": http://mocidadegeaebarao.blogspot.com.br/2013/06/catapulta-de-solucoes-2013.html
Exposição de conceitos
Se houver tempo, seguir com uma exposição didática dos conceitos abaixo. Pode-se fazer um painel de livre-associação de ideias, usando as seguintes palavras-chave:- Liberdade
- Árbitro
- Escolha
- Fatalidade
- Destino
- Consciência
- Responsabilidade
- Vítima
- Culpa
- Reparação
- Caridade
- Amor
Alguns conceitos
Livre-arbítrio significa liberdade de escolha, liberdade de ação. Podemos escolher um bem, um mal, ou cruzar os braços e nada fazer.Uma formiga tem muitas escolhas a fazer? Um cachorro tem mais escolhas? E um homem cativo, tem muitas escolhas a fazer, no seu momento de restrição? E um ébrio? E alguém hipnotizado?
Vê-se que esta liberdade de ação vai aumentando à medida que maior poder de consciência é desenvolvido. Então, essa liberdade é relativa, proporcional ao nosso desenvolvimento intelectual e moral, e também a condições específicas da vida de cada um.
Alguns atos estão condicionados à sobrevivência do ser, são automatismos biológicos, ligados ao instinto de sobrevivência. Outros atos são gerados a partir do processamento de informações pelo cérebro, de forma complexa, são esses os atos conscientes.
No ser humano, sua liberdade de ação está condicionada à consequência de seus atos conscientes. Ele atingiu um poder de consciência que o faz distinguir entre diversas opções, analisando as vantagens e desvantagens de cada uma, para si e para os outros. Então, ele se sente responsável pelas suas escolhas, fica contente quando percebe que realizou coisas boas, e fica com remorsos quando percebe que gerou alguma dor.
Nos sentimos responsáveis então pelas consequências dos atos que praticamos. Quando o resultado é ruim, isso se transforma em sentimento de culpa.
No nível de desenvolvimento moral que temos atualmente, normalmente custamos a admitir nossa culpa, mas somos muito eficientes em apontar a dos outros. Muitas vezes então, ainda é por esse meio que se faz sentir as consequências de nossos atos: pela cobrança dos outros sobre quaisquer prejuízos que tenhamos causado; ou vice-versa, quando somos nós a cobrar os reparos sobre dores que nos sejam impostas.
Observa-se então que o sofrimento devido a causas morais é termômetro para indicar se as consequências de nossos atos são úteis ou prejudiciais, boas ou más. E é preciso acumular experiência para poder analisar bem as diversas situações a que somos defrontados, muitas decisões ainda nos parecem bastante difíceis, onde não conseguimos perceber com desenvoltura qual o melhor caminho a tomar.
Para sair do círculo vicioso de eternas cobranças e revides, somente o perdão, aconselhado por Jesus, se apresenta como saída para libertação definitiva. Exercer o perdão pleno é tarefa difícil, exige um desprendimento muito grande de si mesmo, um amor ao próximo bastante desenvolvido.
Ainda vacilamos em nos desvencilhar de nosso egocentrismo, pois que ainda não aprendemos a amar integralmente, incondicionalmente, universalmente. Mas podemos ter o consolo que para isso estamos aqui, na escola da vida, aprendendo com nossos erros, e expandindo nossa capacidade de amar, na certeza de que a cada dia que passa, estamos melhor preparados para tomar decisões corretas, que geram a felicidade maior das consciências que se aproximam cada vez mais entre si e de Deus.